sexta-feira, 26 de maio de 2017

BEM ME QUERO


Bem-me-quer...
Malmequer...
Bem me quero feliz
Bem me quero completa,
Não me quero infeliz,
Bem me quero repleta...
Como Rute e Noemi
Não me quero sozinha,
O meu Deus é o seu Deus...
Juntas seguiremos a trilha...
Preciso da plenitude
Da minha alma feminina,
Me apoderar do tamboril,
E assim dançar a dança da vida...
Venham minhas irmãs!
Peguem seu tamboril!
Não dançaremos sozinhas...
Bem-me-quer...
Malmequer...
Meu útero tem sonhos,
Sonhos que não canso de clamar,
Não estou embriagada,
Como Ana, oro pra Deus realizar...
Assim como tantas mulheres sem papel, sem identidade, na bíblia e nos bastidores....
Assim como tantas mulheres sem amores....
Mas que nosso Deus não deixa de amar...
E cuidar das nossas dores...
Bem-me-quer...
Bem-me-quer...
DEUS ME QUER....

Thamara Arruda.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

ATENÇÃO MULHERES, VEM AÍ O NOSSO XVI ACAMPAMENTO!!!


DATA: 26 a 28 de maio/2017;
VALOR: R$ 300,00 em 3 parcelas;
LOCAL: Pousada Brisa Mar;

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES COM: Laudicéa.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Noite Celebrativa - 10/03/2017

Mulheres mostrando seus talentos e música da melhor qualidade com o cantor Léo Rosa.   
Momento Inesquecível!!!






Roda de Conversa - 09/03/2017

Roda de conversa com a presença da Psicóloga Simone Freire, trabalhando  sobre a Saúde Emocional da Mulher.




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

terça-feira, 29 de novembro de 2016

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: O que a Igreja tem a ver com isso?

Dia 25 de Novembro é o Dia Internacional Dedicado a Não Violência contra as Mulheres.  A Igreja do Pinheiro esteve mais uma vez num ato público denunciando esse pecado estrutural que tem matado 16 mulheres por dia em Alagoas, no Brasil e em toda América Latina.
Mas, o que a Igreja tem a ver com isso? Depois das últimas pesquisas divulgadas que acusam que 40% das mulheres vítimas de violência doméstica no Brasil são EVANGÉLICAS não é possível mais que as igrejas se isentem da culpa e da luta.
As Igrejas evangélicas, formadas em sua maioria por mulheres tem um duplo potencial no contexto de uma cultura machista violenta: Podem ser aliadas das mulheres na sua luta pela dignidade e direito à vida ou podem ser aliadas da cultura machista que mata. Sim! Não existe neutralidade. Se há omissão de igrejas que dizem não ter nada a ver com isso, e, portanto, esse não é um assunto para se importar, tal omissão está somando para fortalecer o machismo que mata.
De que lado estão a maioria das Igrejas evangélicas no Brasil?  Os dados da pesquisa tristemente e vergonhosamente dão uma resposta incontestável. As Igrejas também são culpadas! Por ação ou omissão, são culpadas!
São culpadas quando dos púlpitos ou nos estudos bíblicos são repetidos e reforçados os discursos de inferioridade, subordinação das mulheres ensinando que as mulheres devem ficar caladas. Quando reforçam relações injustas de poder e dominação dos homens sobre as mulheres. Quando a favor da proteção dos “valores da família tradicional” não denunciam os casos de violência e abuso no seio das famílias evangélicas. Quando se negam a ser espaços seguros que favoreçam a denúncia e o cuidado às mulheres das Igrejas vítimas de violências diárias. Quando ignoram e ficam indiferentes aos casos de violências de mulheres ocorridas cotidianamente dentro e no entorno da igreja. Quando não falam sobre isso em seus cultos e reuniões. Quando reproduzem interpretações bíblicas patriarcais que legitimam desigualdades, violências e opressões que alimentam o intento dos homens dominadores e violentos que agridem e matam, considerando mulheres como propriedade. Por essas e outras razões é que ouso dizer que o sangue derramado dos 40% das mulheres evangélicas vítimas de violência será cobrado mais das mãos dos religiosos e igrejas do que de qualquer outro poder ou instância.
Que respostas as Igrejas evangélicas brasileiras darão a essa alarmante realidade denunciada pela pesquisa? Temo que a maioria continuará a não se importar, perguntando: O que tem as Igrejas a ver com isso?

Pra. Odja Barros


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Matéria do Jornal Gazeta de Alagoas - edição do dia 19 de novembro de 2016

Iniciativa foi de mulheres da própria IBP que se reuniam para ler
FLOR DE MANACÁ: DEZ ANOS DE LEITURA BÍBLICA
Por: DA REDAÇÃO COM ASCOM IBP

No ano de 2006, o grupo Flor de Manacá foi organizado na Igreja Batista do Pinheiro como um grupo de Bíblia e gênero que visava interpretar textos bíblicos a partir de uma perspectiva feminista, inaugurando, assim, naquela igreja, uma nova possibilidade de relação com a Bíblia, marcada por uma metodologia de leitura popular e feminista da Bíblia e pela relação direta com os dilemas enfrentados no cotidiano das pessoas que vivem nessas comunidades.
A iniciativa foi de um grupo de mulheres da própria igreja, que começou a se reunir com o objetivo de ler a Bíblia a partir da perspectiva de gênero. “O grupo surge provocado por duas realidades: a primeira delas é a situação de vida de uma grande parte de mulheres nordestinas que ainda sofrem com o peso cultural do discurso machista e violento perpetuado por parte da cultura nordestina; a outra realidade que provocou o grupo diz respeito à forma como o discurso bíblico e religioso é legitimador dessa cultura machista que foi e continua sendo incorporado pela cultura nordestina. Muitos homens e principalmente mulheres vivem debaixo do jugo das muitas leituras patriarcais, opressoras e violentas, que têm gerado relações injustas, medo, dor e marcas profundas”, afirma a pastora Odja Barros, que conduz o grupo desde a sua criação.
O nome Flor de Manacá foi inspirado na história de uma matriarca da comunidade e sua paixão pelos ‘pés de manacá’. “As flores de manacá nascem lilás, depois ficam rosada e no último ciclo ficam brancas. Mudam de cor de acordo com suas fases de amadurecimento. Essa flor tem muito em comum com essa matriarca da comunidade – irmã Moça como era conhecida, com as mulheres da Bíblia, com as mulheres nordestinas e todas as outras mulheres: resistência, capacidade de sobreviver e reproduzir-se em condições difíceis, mantendo a beleza das cores. Tudo isso traduzido em uma bela floragem de cores branca, rosa e lilás”, reitera a pastora Odja.
O grupo Flor de Manacá, em 2016, completa dez anos de uma leitura bíblica libertadora e transformadora, buscando um caminho de libertação, de cura e de reconstrução que traga vida melhor para mulheres nordestinas através da releitura da Bíblia com o lema: Mulher, Bíblia e Nordeste.